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Lubrificação


Na manutenção preventiva, alguns itens ainda precisam de lubrificação com graxa ou óleo, principalmente em veículos pesados, como caminhões e ônibus, apesar do avanço tecnológico e das peças seladas


No passado, vários componentes de veículos leves e pesados precisavam ser lubrificados regularmente para evitar o desgaste prematuro. Hoje em dia esse cenário mudou. O desenvolvimento e o avanço da eletrônica, juntamente com a evolução dos lubrificantes, permitiu que alguns itens, que antes passavam por esse processo, fossem diminuindo cada vez mais.

Isso ocorre porque os lubrificantes atuais apresentam maiores níveis de desempenho, ajudando na limpeza e proteção das peças por um período mais longo. Nos automóveis de passeio, muitos componentes já vêm lubrificados de fábrica e selados. Há necessidade de trocar apenas o óleo do motor, já que o óleo de transmissão, em muitos modelos, não precisa mais ser substituído, apenas em casos de intervenção.

O fluído de freio continua tendo que ser inspecionado anualmente e, sempre que o nível estiver abaixo do indicado, deve ser completado. A tampa deve ser fechada rapidamente para não permitir entrada de ar e umidade. Já o óleo da direção hidráulica necessita de inspeção e reposição sempre que for feita a manutenção. Articulações de suspensão e freios não são mais lubrificadas.

A lubrificação do motor sofreu mudanças significativas, devido ao nível de estresse que o óleo passou a ser submetido. "Os motores estão cada vez menores e mais potentes, com intervalos de troca cada vez maiores, o que exige que os óleos acompanhem esse nível de desempenho", diz Antonio Alexandre Ferreira Correia, engenheiro de produtos da Petrobras.

O quadro abaixo mostra as fases de evolução de um motor VW 1.6 litro em relação à potência, consumo e intervalo de troca do lubrificante: